Três quartos dos portugueses preocupam-se com o que é real ou falso na Internet

Junho 16, 2020 • Investigação, Jornalismo, Jornalismo digital, Média e política, Negócio, Top stories, Últimas • by

Níveis de confiança nas notícias elevados, preocupação com o que é real ou falso na Internet, aumento do poder das grandes plataformas na distribuição de notícias, o smartphone a ganhar distância face aos restantes dispositivos para acesso a notícias online, o interesse dos portugueses por notícias veiculadas pelos órgãos de comunicação social regionais, a continuação do aumento dos Podcasts e da importância da televisão, como fonte de notícias, são pontos de destaque do Digital News Report Portugal 2020 (DNR PT 2020).

Este ano o Digital News Report Portugal é lançado no mesmo dia, 16 de junho, que o Digital News Report Global, com as grandes tendências gerais para Portugal e igualarem as globais em vários pontos.

Portugal é, mais uma vez, um dos países com a maior proporção de respondentes a afirmar que confia nas notícias. Este ano, a par da Finlândia, encontra-se em primeiro lugar, entre 40 países, com 56% dos portugueses a dizer que confiam em notícias em geral. Salienta-se, no entanto, uma tendência para a diminuição de confiança nas notícias que se tem vindo a fazer sentir, tanto nos países onde tradicionalmente há elevados níveis de confiança como naqueles onde os níveis são estruturalmente baixos.

Em paralelo com os elevados níveis de confiança, os portugueses encontram-se, a nível global, no grupo dos mais preocupados com a legitimidade dos conteúdos online, com três quartos da amostra nacional a dizer estar preocupada com o que é real e falso na Internet. Apenas os inquiridos no Brasil urbano se revelam mais preocupados que os portugueses, com a Holanda, a Eslováquia, a Alemanha e a Dinamarca, em destaque, como os países cujos inquiridos se revelam menos preocupados com esta questão.

Para cada 7 em 10 portugueses o jornalismo desempenha um papel importante na sociedade, no entanto o consenso não é tão abrangente quando se fala do papel concreto que o jornalismo deve ter na determinação da verdade no quotidiano: 44,3% consideram que, perante declarações e factos potencialmente falsos, os media devem reportar o que é debatido, face a 43,3% que consideram que declarações duvidosas devem ser ignoradas.

O Digital News Report Global deste ano, que agrega agora 40 países, confirma as mudanças subjacentes em direção a um ambiente de media digitais, mais móvel e mais dominado pelas plataformas digitais, mostrando nalguns países o aumento das assinaturas de conteúdos diferenciados e premium. Portugal não é, no entanto, um dos países com maior crescimento nas assinaturas de meios online, apesar do crescimento de 3 pontos percentuais em relação ao ano anterior, a percentagem de portugueses que afirma pagar por notícias é de apenas 10,1%.

O relatório global sugere que a crise do coronavírus irá provavelmente acelerar estas tendências, como é também sugerido pelos relatórios produzidos pelo Obercom, para Portugal, ao mesmo tempo, conduza a um real, mas quase certamente temporário, aumento da dependência de marcas de notícias confiáveis na televisão.

De salientar que a maior parte da recolha de dados do relatório deste ano, foi realizada entre janeiro e início de fevereiro, antes da crise pandémica, mas também são utilizados dados recolhidos em abril, no auge do bloqueio em muitos países, embora este não seja o caso de Portugal. O relatório revela altos níveis contínuos de preocupação com desinformação on-line e nas redes sociais, com a maioria dos respondentes a apontar os políticos do seu país como responsáveis, em vez de ativistas, jornalistas ou governos estrangeiros. No caso de Portugal as redes sociais são o meio que mais preocupação causa, seguindo-se o Governo e os políticos em geral.

A nível global, quando se trata da disseminação de informações falsas via canais online, na maioria dos países, os respondentes, revelam-se mais preocupados com o Facebook (29%) em comparação com outras redes como o YouTube (6%) e Twitter (5%). No entanto, em partes do sul global, como Brasil, México, Malásia e Chile, as pessoas dizem que estão mais preocupadas com as aplicações de mensagens fechadas como o WhatsApp. Esta é um preocupação específica porque as informações falsas tendem a ser menos visíveis neste tipo de redes e podem ser mais difíceis de combater nestas redes privadas e criptografadas.

Alguns pontos chave dos dados para Portugal

Papel, poder do jornalismo e ideologia política
Os portugueses são unânimes no reconhecimento da centralidade do jornalismo na sociedade, com 7 em cada 10 portugueses a considerar que este desempenha um papel importante no bom funcionamento das estruturas sociais contemporâneas.
Os inquiridos que se posicionam politicamente à Esquerda e ao Centro tendem a atribuir aos jornalistas um papel de maior responsabilidade na filtragem dos factos e sua veracidade. Já os portugueses que se situam no quadrante direito do espectro político tendem a achar que não cabe aos media o papel de fazer este tipo de triagem.
Os inquiridos de Direita tendem, também, a ter uma perceção mais permissiva da comunicação política nos media, seja na televisão ou nas redes sociais, considerando em maior proporção que os atores e partidos políticos devem poder partilhar as suas ideias nestes veículos de comunicação. Na sua generalidade, os portugueses consideram que as grandes plataformas devem ter um papel ativo no bloqueio / remoção de conteúdos falsos (6 em cada 10 inquiridos) com apenas 2 em cada 10 a defender que este tipo de moderação está fora do conjunto de responsabilidades das grandes plataformas de redes sociais.

Confiança em notícias
Em 2020, Portugal é, no conjunto dos 40 mercados analisados, o país onde mais se confia em notícias a par da Finlândia, com 56% dos portugueses a dizer confiar em notícias em geral.
Como observado em anos anteriores, a confiança nos conteúdos consumidos pelo próprio é marginalmente maior do que nas notícias em geral. Ainda que os dados gerais para Portugal sejam muito positivos, num quadro comparativo, entre 2015 e 2020 a confiança em notícias caiu 9,1 pp., dos 65,6% para os 56,5%. Não obstante a grandeza dos dados gerais, os portugueses confiam menos em notícias com origem em plataformas de indexação online, com cerca de 4 em cada 10 a dizer confiar em notícias em motores de busca (43%) e menos de 3 em cada 10 declarar confiar em notícias com origem em redes sociais (28%).
Da mesma forma que as notícias em motores de busca e as redes sociais geram maior desconfiança entre os inquiridos, também as marcas cujo principal suporte é o online parecem motivar níveis de confiança substancialmente menores que os legacy players da televisão, imprensa e rádio.

Desinformação e fake news
Os portugueses encontram-se no grupo dos mais preocupados com a legitimidade de conteúdos online, com três quartos da amostra nacional a dizer estar preocupada com o que é real e falso na Internet.
As redes sociais, em geral, e a rede Facebook, em particular, revelam-se como as fontes que geram maior preocupação aos inquiridos no nosso país, sendo de destacar, num espectro mais abrangente, a desinformação proferida pelo Governo, políticos ou partidos portugueses. A desinformação oriunda de jornalistas ou órgãos de comunicação social preocupa 18,6% dos inquiridos, num quadro em que apenas 7,2% se dizem não preocupados com desinformação vinda de alguma fonte.

Media locais e regionais
Os dados relativos a notícias e órgãos de comunicação locais e / ou regionais surpreendem quer pela sua grandeza nominal quer pela importância que lhes é atribuída pelos portugueses. Apesar de ligeiramente menos interessados em notícias locais / regionais do que em notícias em geral, quase metade dos portugueses declara-se interessada em notícias de proximidade (47,9%). Dos inquiridos em Portugal, 62,7% consultaram algum órgão de comunicação social na semana anterior, sendo de salientar a relação face a outras fontes: 53,8% dizem ter utilizado fontes oficiais, grupos locais ou comunicação pessoal para se informar sobre notícias a nível local.

As redes sociais têm um papel preponderante, com um terço dos inquiridos a declarar ter usado plataformas de sociabilidade digital como fonte de notícias locais na semana anterior. A proporção de inquiridos que utilizou jornais locais é de 43,3%, com apenas 16,2% a utilizar canais de televisão local (projetos online ou cabo) e 19,7% estações de rádio. É importante salientar que o ecossistema radiofónico regional é francamente maior e mais diverso que o televisivo, tendo, portanto, a rádio uma consolidação histórica, a nível local e regional, que não se verifica historicamente no campo da televisão dadas as limitações legislativas.

Na sua generalidade, e independentemente do grau de dependência ou utilização de órgãos de comunicação social locais, os portugueses mobilizam em grande proporção na declaração da importância das diferentes fontes de notícias locais ou regionais, sintoma de que a imprensa local tem um papel subestimado no quotidiano informativo dos portugueses.

Podcasting e vídeo
A percentagem de utilizadores de podcasting no mês anterior aumentou em 4 pp. face ao ano anterior, dos 34% em 2019 para os 38% em 2020, num quadro internacional em que 4 em cada 10 inquiridos em todo o mundo dizem ter escutado algum podcast no mês que precedeu a resposta ao inquérito. Em termos etários, verifica-se que este formato é particularmente bem-sucedido entre os mais jovens, com 66,3% dos inquiridos entre os 18-24 anos e 59,2% dos que têm entre 25-34 anos a dizer ter ouvido este tipo de conteúdos. Mesmo entre os mais velhos, o podcast parece ter encontrado uma audiência substancial, com 20,5% dos portugueses com 65 ou mais anos a aderir a este tipo de consumo áudio. No consumo de notícias em vídeo, os portugueses são ainda mais ativos, com 61,8% a declarar ter visto notícias online neste formato na semana anterior. As principais fontes são os websites / apps de marcas noticiosas, seguidas pela rede Facebook, em proporções semelhantes de 31,9% e 30,5%.

De salientar que, tendo as recolhas dos dados sido realizadas entre 14 de janeiro e 17 de fevereiro, este relatório representa um valioso retrato de uma realidade pré-Covid-19 e como algumas das tendências nele percebida acabaram por vir a acelerar, devido à pandemia, como mostram os relatórios levados a cabo pelo OberCom – Observatório da Comunicação que pode encontrar aqui e aqui.

Hábitos e interesses informativos
Os portugueses continuam a aceder frequentemente a notícias ao longo do dia (um quarto dos inquiridos acede a notícias pelo menos 6 vezes por dia), independentemente do formato. São, também, unânimes na preferência de notícias com posicionamento neutro, isto é, que não defendem nenhum ponto de vista específico (57,4%). Não obstante, cerca de um quarto dos inquiridos dizem preferir conteúdos noticiosos que corroboram as suas opiniões pessoais (27,6%).

Fontes e acesso a conteúdos noticiosos
Num quadro geral em que a televisão continua a ser a principal fonte de notícias para 55,8% dos portugueses, o aumento da centralidade da Internet e das redes sociais é feito, sobretudo, através da perda de importância da rádio e da imprensa. Entre a GenZ (18-24 anos) há novos paradigmas informacionais em construção, com a televisão a ter um papel terciário, face à Internet e, sobretudo, redes sociais: 6 em cada 10 jovens da GenZ encontram na Internet e nas redes sociais a sua principalfonte de informação, face a apenas 3,3% que encontram na imprensa e 2,2% na rádio o seu principal eixo informativo. Em termos gerais, o acesso a notícias online em Portugal é feito de forma indireta: em 2020, praticamente 8 em cada 10 acessos a notícias digitais é feito de outra forma que não o acesso direto a websites ou apps noticiosas, nomeadamente através de motores de busca (25,9% dos acessos) e redes sociais (25,2%). Entre as formas de acesso indireto destacam-se também as notificações móveis (13,3%, +0,9 pp. que em 2019) e os agregadores de notícias (6,2%, mais 2,3 pp. que no ano anterior).

Dispositivos
O smartphone tornou-se, definitivamente, o dispositivo mais utilizado pelos portugueses, em termos de uso geral e para consumo de notícias, quando comparado com computador e tablet. São já 70,4% os portugueses que utilizam o smartphone em geral, face a 55,9% que dizem utilizar laptop / desktop PC.

Pagamento por notícias online
Apenas 10,1% dos portugueses pagaram por notícias online no ano anterior (+3 pp. que em 2019), sendo que o nosso país continua a destacar-se entre os mercados onde menos se paga por notícias neste formato.

Redes sociais
A rede Facebook continua a mais utilizada, seguida do YouTube e do WhatsApp. Em termos gerais, 91% dos portugueses utilizou alguma rede do universo Facebook na semana anterior e 79% utilizou alguma App de mensagens. De forma isolada, a rede Facebook está a ser menos utilizada para consumo de notícias (-2 pp. que em 2019) sendo que as redes que apresentam maiores ganhos em termos de utilização, geral ou para fins noticiosos, são WhatsApp, Instagram e Twitter.

Emergência climática
Portugal é, no conjunto dos 40 países inquiridos, o terceiro país cujos cidadãos mais se preocupam com as alterações climáticas, sendo ultrapassado apenas pelo Chile, Quénia, África do Sul e Turquia. Em termos de acesso a notícias sobre alterações climáticas, a televisão destaca-se como a principal forma de acesso a notícias sobre este tema e a maioria dos inquiridos considera que, em termos gerais, os media fazem um bom trabalho na divulgação de conteúdos fiáveis e precisos sobre alterações climáticas, ainda que considerem, em paralelo, que tendem a fazer um pior trabalho na ajuda à compreensão sobre o que pode ser feito para as mitigar.

Alguns pontos chave dos dados globais

Confiança nos media em geral continua a cair
A confiança geral nos media continua a cair nos 40 mercados, menos de quatro em cada dez (38%) disseram que confiam ‘na maioria das notícias na maioria das vezes’ – uma queda de quatro pontos percentuais em relação a 2019. Um pouco menos que metade (46%) disse que confia nas notícias que usa, enquanto a confiança nas pesquisas (32%) e nas redes sociais (22%) é ainda menor.

Mudanças notáveis nos últimos 12 meses incluem uma queda de 16 pontos percentuais em Hong Kong (30%) após os protestos violentos nas ruas e uma queda de 15 pontos percentuais no Chile (30%), que tem sido palco de manifestações regulares que contestam a desigualdade social. No Reino Unido, a confiança caiu 12 pontos percentuais (28%), após uma eleição divisória em que alguns culparam os media, pelo menos em parte, pela sua derrota. A polarização política ligada ao aumento da incerteza parece ter minado a confiança em emissoras públicas em particular, que estão a perder o apoio de partidários políticos da direita e da esquerda.

Portais de notícias
Entre os 40 países, pouco mais de um quarto (28%) prefere iniciar a sua procura de notícias num site ou aplicação. Os respondentes com idades entre os 18 e 24 anos (GenZ) têm uma ligação ainda mais fraca aos sites e aplicações e têm quase duas vezes maior probabilidade de aceder a notícias via redes sociais. Em todas as faixas etárias, o uso do Instagram para notícias duplicou desde 2018 e parece provável que venha a ultrapassar o Twitter no próximo ano.

Ressurgimento das notícias por e-mail
Para combater o aumento do uso das plataformas de redes sociais, e outras, os editores têm procurado criar ligações diretas com os consumidores através do email, lançando muitas vezes as chamadas newsletters. Nos Estados Unidos, um em cada cinco respondentes (21%) acede semanalmente notícias por e-mail e, para quase metade destes, é a principal maneira de aceder notícias. A maioria dos utilizadores de email (60%) inscreveu-se para uma atualização diária, muitas destas newsletters são agora da responsabilidade de jornalistas séniores e algumas delas têm uma audiência de milhões. Com a pandemia, algumas destas newsletters foram complementadas com informação sobre a crise do coronavírus.

Podcasts e crescente importância do áudio
A proporção de podcasts cresceu significativamente no ano passado. Os podcasts de notícias continuam a ser um dos géneros mais populares. Os dados de janeiro mostram um aumento geral na audição de podcast de 31% (+2) num conjunto de 20 países que são acompanhados desde 2018. Cerca de quatro em cada dez respondentes ouvem podcasts na Espanha (41%), Irlanda (40%), Suécia (36%), Noruega (36%) e Estados Unidos (36%). Por outro lado, o uso na Holanda (26%), Alemanha (24%) e Reino Unido (22%) está mais perto de um quarto. Nos países, em geral, metade dos entrevistados (50%) afirma que os podcasts fornecem informação com maior profundidade e mais fácil compreensão que outros tipos de media. Enquanto isso, o Spotify tornou-se o destino número um para podcasts em vários mercados, superando a aplicação de podcast da Apple.

Mudanças climáticas
Entre todos os países analisados, quase sete em cada dez respondentes (69%) consideram as mudanças climáticas um problema sério, mas nos Estados Unidos, Suécia e Austrália uma minoria significativa põe estas mudanças em causa, este grupo tende a ser de direita e mais velho. A televisão continua a ser a fonte mais importante de notícias sobre o clima, mas os grupos mais jovens obtêm mais informações via redes sociais e seguindo diretamente ativistas como Greta Thunberg.

Enquanto a crise do COVID-19 reforçou a necessidade de notícias confiáveis, o relatório argumenta que os próximos 12 meses provavelmente trarão mudanças significativas no ambiente dos media à medida que pressões económicas se combinam com a incerteza política e mudanças dos consumidores para o digital, redes sociais e dispositivos móveis.

O Reuters Digital News Report 2020 (ReutersDNR 2020) é o nono relatório anual do Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) e o sexto relatório a contar com infor¬mação sobre Portugal.
Enquanto parceiro estratégico, o OberCom – Observatório da Comunicação colaborou com o RISJ na conceção do ques¬tionário para Portugal, bem como na análise e interpretação final dos dados.

Descarregue o Digital News Report Portugal 2020 aqui.

Descarregue o Digital News REport Global 2020 aqui.

METODOLOGIA
Todos os números, exceto quando referenciado, são da YouGov Plc. A pesquisa foi levada a cabo em 40 países: Estados Unidos da América, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Irlanda, Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria, Eslováquia, República Checa, Polónia, Croácia, Roménia, Bulgária, Grécia, Turquia*, Coreia do Sul, Japão, Hong Kong, Malásia, Filipinas, Taiwan, Singapura, Austrália, Canada, Brasil*, Argentina, Chile e México*, Quénia, África do Sul.
O tamanho total da amostra foi de mais de 80 mil adultos, cerca de 2000 por país. O trabalho de campo foi realizado entre janeiro e fevereiro de 2020.
À semelhança das edições anteriores, o inquérito de 2020 foi mediado pela YouGov e aplicado a uma amostra representativa da população portuguesa (n=2012).
O inquérito foi realizado online. Os dados foram ponderados para as metas estabelecidas tendo em conta a idade, sexo e região, de forma a refletir a população total. A amostra é reflexo da população que tem acesso à internet e os entrevistados foram excluídos se não tivessem tido acesso a notícias no último mês.
* O Brasil, a Turquia e o México são representativos de uma população urbana e não da população nacional. Como tal, a penetração da Internet é provavelmente maior do que no país como um todo, o que deve ser levado em consideração ao interpretar os resultados.

Ficha Técnica
Título: Reuters Digital News Report – Portugal
Junho de 2020 - Fontes: Inquérito Reuters Digital News Report 2015, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020
Coordenação Científica Internacional:
Reuters Institute for the Study of Journalism
Nic Newman, Richard Fletcher, Anne Schulze, Simge Andı and Rasmus Kleis Nielsen
Coordenação do Apoio à recolha em Portugal:
OberCom – Observatório da Comunicação
Gustavo Cardoso
Autoria: Gustavo Cardoso, Miguel Paisana, Ana Pinto-Martinho
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